03jul
ETPC realiza 6º Seminário de Educação com debate sobre Inteligência Artificial, desafios e oportunidades na educação e na empresa

Na última sexta-feira (28/06), a Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC) realizou o 6º Seminário de Educação. O evento, que aconteceu no auditório da escola da Fundação CSN, em Volta Redonda, trouxe para o público o tema Inteligência Artificial (IA): desafios e oportunidade na educação e na empresa. A abertura contou com a presença de Sérgio Sodré, Secretário de Desenvolvimento de Volta Redonda; Christiane Filgueiras, Gerente Geral de Projetos Estratégicos da CSN; e mediação de André Leonardi, Gerente Geral da Fundação CSN.  

Na parte da manhã, o público assistiu ao painel Transformação da Educação pela IA e Ética, que contou com a presença de André Pimentel, professor do Departamento de Química da PUC-Rio e especialista em tecnologia educacional; Vahid Nikoofard, coordenador do Laboratório de IA na UERJ; Patrícia Nogueira, Eixo Tech na ADR Sul Fluminense; e Marilia Rios, Coordenadora do curso Engenharia Digital na UniFoa; 

Para um auditório lotado, André Pimentel falou sobre as vantagens e desvantagens do chat GPT e como usar a Inteligência Artificial com ética, especialmente quando se trata de evitar o mal uso por estudantes e acadêmicos, como na realização de avaliações. Para o professor, a IA é incapaz de reproduzir a criatividade humana. Já Vahid Nikoofard defendeu a Inteligência Artificial como ferramenta para engenheiros como uma forma moderna de fazer ciência, dentro de uma nova era de engenharia de dados. Os professores também debateram sobre as novas formas de ensino em sala de aula – aprender como continuar aprendendo e não se perder em tanta informação disseminada através da tecnologia, mas usá-la a favor do ensino.  

Patrícia Nogueira, por sua vez, questionou os métodos e modelos na educação, considerados obsoletos. Para ela, “é possível usar a IA como ferramenta de transformação, mas é necessário olhar para questões éticas quando formos usá-la”. Ao mesmo tempo, Marília Rios destacou a importância de um letramento digital por parte das gerações mais velhas, uma vez que as escolas ainda não são referência para os novos alunos que são nativos digitais e que querem aprender sobre tecnologia: “A gente está aprendendo junto – novos alfabetizados e professores. Nós queremos que os alunos sejam protagonistas de verdade, por isso precisamos definir novos caminhos dentro da educação”.  

No segundo momento do seminário, no período da tarde, o tema discutido com a plateia foi Inteligência Artificial e a Revolução Industrial 4.0: Desafios e Futuro da IA na Indústria, e contou com a presença de Washington Lemos, Especialista em Inovação na UERJ; Helton Weiss, Diretor de Produção na CSN; Bernardo Hamaoui, Gerente de Inovação na CSN Inova; Francinery Esperança, membro do Rio Sul Valley; Raquel Henriques, Diretora de Recursos Humanos na Jaguar Land Rover e Conselheira na Associação Brasileira de ESG; e Leo Cinezi, CEO na Multiclubes e Co-Founder Enterfy. 

Washington Lemos trouxe para o público presente as questões sobre o impacto que a tecnologia gera quando aplicada no dia a dia: “a inteligência artificial é ótima para prever passado, mas não funciona para prever coisas futuras”. Nesse sentido, Raquel Henriques, que já testemunhou muitas transformações tecnológicas ao longo dos anos, acredita que IA não substituirá o ser humano: “pensamento crítico e a nossa capacidade criativa são coisas que a máquina não faz”, pontuou.  

Nesse contexto, o Gerente da CSN Inova, Bernardo Hamaoui, questionou o público sobre o conceito de Inteligência Artificial e provocou a plateia: “para o que queremos utilizar essas tecnologias?”. Segundo ele, a IA é útil para organizar dados: “a indústria busca eficiência e isso se desdobra em sustentabilidade e ajuda o operador. Todo projeto da Inova traz eficiência e sustentabilidade com a IA. Se soubermos usar essa Ia para resolver os problemas que a gente tem dentro da indústria, está ótimo! É preciso direcionar a IA para resolver nossos maiores problemas, como o aquecimento global, e usá-la a nosso favor para termos mais tempo de qualidade na nossa própria vida”, pontuou. Helton Wiess, Diretor de Produção na CSN, reforçou o comprometimento da Companhia no uso da IA para encontrar alternativas sustentáveis dentro da empresa.  

Léo Cinazi também ressaltou os benefícios de otimizar o tempo a partir da IA. Ao final do seminário, Francinery Esperança ressaltou a importância da união das pessoas para pensar, em conjunto, as novas formas de se trabalhar a partir da Inteligência Artificial: “precisamos gerar mais encontros e atividades como essa. A integração com comunidade é muito importante para o desenvolvimento econômico. Nós temos um enorme potencial tecnológico aqui na região do Sul Fluminense, precisamos dessa união entre empresas e academia”. 

Foi nesse contexto que a Diretora de Recursos Humanos da Jaguar Land Rover levantou o tema da Responsabilidade Social em conjunto com a IA. Washington Lemos finalizou a conversa com a seguinte provocação: “o Chat GPT não estragou a educação, só escancarou o problema do sistema educacional. A IA nos ajuda a ganhar performance e nos ajuda na educação na hora de dar feedback”. 

A ETPC segue comprometida com o desenvolvimento e participação dos alunos e da comunidade local nas atividades acadêmicas e acredita que debates como o realizado na última semana, fomentam o caminho para uma educação acessível e de qualidade.